quarta-feira, 21/10/2026

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Meta deve indenizar consumidores em US$ 25 bilhões por irregularidades no caso Cambridge Analytica

Um juiz do Novo México decidiu, nesta quarta-feira (21), que a Meta deve pagar uma quantia exorbitante de US$ 25 bilhões (equivalente a R$ 125,7 bilhões), em decorrência de um veredicto que apontou práticas…

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Um juiz do Novo México decidiu, nesta quarta-feira (21), que a Meta deve pagar uma quantia exorbitante de US$ 25 bilhões (equivalente a R$ 125,7 bilhões), em decorrência de um veredicto que apontou práticas enganosas da empresa em relação à privacidade dos dados dos usuários. O escândalo que ligou a Meta à Cambridge Analytica, uma consultoria política envolvida na campanha de Donald Trump em 2016, foi o catalisador para esta ação judicial.

O caso começou em 2021, após a revelação de que a Cambridge Analytica havia obtido dados de até 87 milhões de usuários do Facebook sem consentimento, através de um aplicativo de terceiros. O procurador-geral do Novo México acusou a Meta de enganar seus usuários sobre a privacidade de seus dados, bem como sobre a forma como a empresa lidava com discursos de ódio e desinformação, alegando que a gigante da tecnologia estava ciente do acesso indevido a informações pessoais.

Após a análise do caso, um júri concluiu que 26 das 29 declarações da Meta eram enganosas, resultando em mais de 43 milhões de violações das leis de proteção ao consumidor do estado. O procurador-geral, Raúl Torrez, destacou que a multa será utilizada para beneficiar o sistema escolar do Novo México, uma decisão que, segundo ele, reflete a gravidade das infrações cometidas pela Meta.

Durante a audiência, a advogada do estado, Randi McGinn, argumentou que a multa deveria ser ainda maior, variando entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões, para que a Meta compreendesse a seriedade da situação. Em contrapartida, a Meta solicitou que o valor da penalidade fosse reduzido para US$ 3,45 bilhões, justificando que uma multa excessiva poderia desestimular outros negócios no estado e alegando que não vende dados de usuários.

Este foi o segundo revés judicial da Meta em um curto espaço de tempo, com um veredicto anterior, em março, que resultou em uma multa de US$ 375 milhões (R$ 1,89 bilhão) por enganar usuários sobre a segurança de adolescentes em suas plataformas. Além disso, a empresa foi condenada a destinar recursos a um fundo de saúde mental voltado aos jovens do Novo México.

O desfecho desse caso ressalta a crescente pressão sobre gigantes da tecnologia em relação à proteção de dados e à transparência com seus usuários, refletindo uma demanda por maior responsabilidade em um cenário digital cada vez mais complexo e desafiador.

Crédito da imagem: Logo da Meta.