Lillian Droniak, uma americana de 96 anos, tem se destacado nas redes sociais não apenas pela sua idade, mas pela forma como transforma sua popularidade em uma fonte de renda. Conhecida como “Vovó Droniak”, ela conquistou 15 milhões de seguidores no TikTok, onde compartilha momentos do seu cotidiano, incluindo festas que, por um tempo, foram motivo de conflito com o lar de idosos onde reside. A instituição chegou a ameaçá-la de despejo, mas um acordo permitiu que ela continuasse comemorando, desde que sem bebidas alcoólicas.
A idosa, que vive em Connecticut, utiliza os lucros obtidos com parcerias publicitárias para arcar com as despesas mensais de seu lar, que somam cerca de US$ 12 mil (aproximadamente R$ 60 mil). Para Droniak, o sucesso na internet não é apenas uma questão financeira, mas também uma maneira de desafiar estereótipos sobre o envelhecimento. “Estou mostrando que envelhecer não é tão ruim assim”, afirma, ressaltando que ainda é possível se divertir e manter uma vida social ativa.
O impacto de Droniak é apenas uma parte de uma tendência crescente entre mulheres mais velhas que estão usando as redes sociais para se conectar com um público mais jovem. Outras figuras notáveis, como Viv Truran, de 82 anos, e Grace Geramita, a “Nonna Gracie”, de 85 anos, também têm utilizado essas plataformas para compartilhar suas histórias e estilos de vida. Truran, por exemplo, se reinventou após a perda do marido, gravando vídeos sobre suas roupas e estilo pessoal, enquanto Geramita encanta seguidores com suas receitas tradicionais.
Essas mulheres não apenas desafiam as noções convencionais sobre o que significa envelhecer, mas também criam laços emocionais com seus seguidores, que muitas vezes as veem como figuras maternas ou avós. Barbara Costello, aos 77 anos, compartilha dicas de culinária e tarefas domésticas, sendo considerada por muitos como a “mãe que nunca tiveram”.
O fenômeno em torno dessas “vovós influenciadoras” aponta para uma mudança na maneira como a sociedade percebe o envelhecimento e a presença de pessoas mais velhas nas redes sociais. Naomi Baker, da agência We Are Social, explica que essas criadoras de conteúdo podem oferecer conforto e uma sensação de comunidade em um mundo muitas vezes caótico. Para elas, a fama é mais do que apenas números; é uma oportunidade de conectar gerações e mostrar que a vida continua cheia de possibilidades, independentemente da idade.




