A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (26) um novo plano de demissão voluntária que abrange cerca de 60 mil funcionários em países como Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. A decisão surge seis meses após a empresa ter oferecido uma proposta similar, evidenciando uma estratégia contínua de reestruturação e adaptação às mudanças nas demandas do mercado.
De acordo com a diretora de recursos humanos, Amy Coleman, a nova oferta se aplica a colaboradores até o nível de vice-presidente, com exceção de algumas áreas, como centros de dados e vendas. A companhia, que contava com 223 mil funcionários no final de junho, espera uma adesão menor em comparação ao plano anterior, que viu cerca de um terço dos elegíveis optarem pela saída.
O primeiro plano de demissão voluntária, que foi disponibilizado para funcionários cuja soma da idade e do tempo de serviço atingisse pelo menos 70 anos, teve um custo significativo de US$ 900 milhões. Além disso, a Microsoft já havia cortado cerca de 4.800 postos de trabalho no início de julho, representando 2,1% de seu total global, e acumulou mais de 15 mil demissões ao longo de 2025.
Essas mudanças refletem uma tendência preocupante para a força de trabalho da gigante da tecnologia, que, pela primeira vez desde 2016, viu seu número de funcionários reduzir em 5 mil pessoas nos últimos 12 meses. Apesar desse cenário, a Microsoft continua a direcionar investimentos robustos para o futuro, com a expectativa de destinar mais de US$ 50 bilhões em projetos relacionados à inteligência artificial e infraestrutura.
Com a divulgação dos resultados do trimestre de julho a setembro programada para quarta-feira, a atenção se volta para como essas demissões e reestruturações impactarão a trajetória da empresa em um mercado cada vez mais competitivo.
Crédito da imagem: Por que Trump quer mudar o nome da IA?



